segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Vida Limbo












Quem sabe eu saia depois, para comprar pão. Ou não, a fome deixou de ser absoluta, me alimento por instinto aminoácido, até sem apetite é um tanto obrigatório. Um dia vou procurar e quiçá reencontrar o Galaxie 500/1971 do meu pai. Nos 64 anos dela, tocarei e cantarei músicas de época. Ainda penso naquela organização não governamental voltada para a saúde dos cegos. Terei um próximo cão, de qual raça? Pela ordem, estão Anhangava e Pico Paraná, por último a travessia do Cassino: é o preparatório para Compostela 2019. Ah, se Rio Negro for nosso! A casinha branca está entre Piraquara, Pontal e Ipojuca. Aquele louco sugeriu dez mil reais por palestra. Um Takamine cordas de aço, legítimo e todo maciço, já está bom. Continuo conselheiro sentimental, é a profissão paralela sem registro em conselho de que o destino me incumbiu, já não me cassam mais, apenas curioso pelo próximo e gratuito cliente. Será que as desesperadas continuarão à caça aleatória fora de estação? Li que a previsão do tempo pode acabar por falta de recursos; o país também, caso a liquidação persista. Por falar nisso, agora está na vez dos sentimentos se liquefazerem, após os valores que já se foram tempo abaixo. Jessie J, o corpo perfeito que eu sonho (embalar), de voz maravilhosa, infelizmente cantando duvidosos hits. Arlete trabalhará aqui, assim ela disse. Do exterior, Carmem sumiu, despedi-me de Ana, Cecília voltou. Léo tenta em vão tirar a carteira de motorista, coitada. Dos cinco, faltam dois elementos brancos a banir, arroz e farinha. Concentração em torno da vela noturna para reforçar o foco. Há uma super-lanterna proibida à venda. Talvez eu vá para Portugal, e não volte. Imagine se ela descer do último andar de vestido branco e sandálias trançadas para comigo passear... 

Poema incidental: “Não seja o de hoje. Não suspires por ontens. Não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo.” 
- Cecília Meirelles 

Canção incidental: não escolhi...ainda não sei... mas vai essa mesmo: 
"Flashlight" - Jessie J - by Nicole Cross 



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