domingo, 26 de julho de 2015

Mundo EVANESCENTE...




 A Negra e o Botão 

 Ela passava na frente daquela casa. 
 Observava o homem no portão. 
 Rotina que a fez desejosa. 
 Queria arriscar mudança. 
 Tocou campainha, pediu informação. 
 Fingiu desfalecer ao sol. 
 Ganhou copo d’água no sofá. 
 Abriu os olhos da falsa artimanha. 
 Pegou na espada do seu salvador. 
 E se amaram porcamente ali mesmo. 
 Evangélica negou preservativo. 
 Fez-se rosa e lhe abriu o botão. 
 Como se atrás não houvesse perigo. 
 Como se acima estivesse a religião. 
 Dessas quando o sexo não tem sentido. 
 Dessas quando os amantes não têm união. 
 É bom para o momento. 
 Péssimo para o tempo. 
 Pessoas que continuam a busca. 
 E nem sabem o que procuram... 


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