terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Contos sob a copa das Araucárias

 NOTURNO 




Um leve gemido, seguido por um breve suspiro...e ela dormiu no calor dos meus braços. Instante mágico que perdura no tempo, na permanência da sensação única que não se vai. E quando um sereno momento desta amplitude atravessa os dias, é sinal de transformação. Porque eu dei-lhe minha voz, ela devolveu em forma de sorriso. Meu olhar teve a resposta do seu, acompanhada por brilho singular. Alcancei a ela as palmas de minhas mãos, ouvindo seu aplauso em silêncio. Então nossos corpos se entregaram, à sombra de uma enluarada noite, a qual o tempestuoso granizo não conseguiu esconder, calar ou muito menos temer. Era o luar em nós, que a gente bastava sentir. Pois quando a flor amarela é candieiro, servindo como guia através da madrugada, é provavelmente a anunciação de se estar, enfim, no caminho. Dessas luzes que a natureza nos traz por intermédio do destino, um meio que não se preocupa com indeterminados fins. Basta a sua companhia, que o resto, alvorecerá... ]


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